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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

O CARISMA PATERNO




O CARISMA PATERNO
( Conselhos para os pai cristão)

    Ao participar de um cenáculo do Movimento Mariano, foi feita uma partilha da mensagem retirada do livro azul (Aos sacerdotes filhos prediletos de Nossa Senhora) que em seguida me fez fazer uma viva reflexão interior sobre a paternidade.
    Coincidência ou não ( para Deus não há acaso), um domingo anterior ao Cenáculo havia sido o dia dos pais e na semana atual é a semana que a Igreja celebra a semana da "vocação familiar".
    Neste mundo atual que vivemos, como devemos apresentar-nos como figura paterna?
     A figura de São José, pai de Jesus é ainda hoje o exemplo de paternidade para cada cristão que assume a chamado de Deus para constituir uma família.
     São José é mencionado no Evangelho como "o justo", e esta justiça remete a cada um de nós, pais cristãos, a agir com honestidade para com nossas famílias. Esta honestidade/justiça, nos coloca a entender que o pensamento "egocêntrico" deve estar longe de nós; Somos convidados a ser honestos com nossas esposas como foi o carpinteiro de Nazaré, que não tomou  a atitude difamar Maria sua esposa quando descobriu que ela estava grávida e sabia que não era o pai,pois, José e Maria não coabitavam, até então ele não compreendia o mistério da Encarnação(Mt 1-19). Hoje presenciamos muitas vezes, maridos que não medem palavras para diminuir suas esposas na frente de outras pessoas, suas palavras ásperas e palavrões ferem os sentimentos das mesmas, causando dores em seus corações.Em outra ocasião, muitos difamam suas esposas quando se entregam às drogas ou ao álcool, tomando atitudes agressiva e dispensando o dinheiro que deveria ser para o sustento de sua casa no alimentar dos vícios. E por fim vemos maridos que difamam suas esposas quando não as compreendem em sua fragilidade, criticando-as por causa de um erro ou nas dificuldades que elas encontram em cumprir com suas obrigações matrimoniais.Essas criticas trazem desgosto a quem realmente necessita de compreensão e uma mão amiga.
     A Tradição da Igreja nos ensina que São José era "o casto" esposo da Virgem Maria, mesmo depois de casados, assumiram o voto de manterem-se castos, vivendo uma entrega total a Deus por meio do seu matrimonio, viviam a pureza como uma regra incondicional para serem felizes e cumprir a missão que Deus lhes havia confiado, de serem os tutores de Jesus na infância. Hoje vemos quantos maridos se entregam as amargas experiências do adultério, da fornicação, da prostituição, da promiscuidade e das orgias. São homens que rompem à aliança que fizeram com Deus, entregando-se aos venenosos conselhos da Serpente inimiga, que age ainda hoje como fizera no Éden, levando à Adão e Eva caírem na mentira. Os esposos de hoje são chamados a esta castidade conjugal, em primeiro lugar na fidelidade às suas esposas e depois na pureza de suas relações matrimoniais, tomando sua esposa com sensatez e respeito.
     São José é mencionado também no Evangelho como "o carpinteiro de Nazaré", dedica-se ao trabalho exaustivamente, sempre visando a subsistência de sua família: Esposa e filho. Imagino que quando São José entendeu a missão de ser o guarda providente da Sagrada família, esforçou-se até o seu limite para que nada faltasse a Jesus e Maria, derramando seu suor em prol deles e calejando as mãos em seus trabalho, tudo para que visse sua missão realizar-se agradavelmente diante de Deus. Hoje acima de tudo o marido cristão recebe também esta missão, porém, vemos que muitos pais de família imaturos que não consegue cumprir tais obrigações, agem desatentos às necessidades do trabalho, outros por preguiça não se fixam em uma emprego, outros por desinteresse não se empenham em aprender uma profissão ou até mesmo abandonam os estudos; e quando encontram trabalhos mais árduos, fogem como crianças medrosas. Agindo de tal forma vem repentinamente a indigência na família, a falta de alimento e as dificuldades financeiras. A prosperidade do lar  passa em primeiro lugar pelo pai e então pela mulher para alcançar os filhos e assim toda família.
    São José era respeitado por Jesus, este era-lhe submisso em todas as coisas (Lc 2,49-51). Sendo assim, José teve também a cautela de educar Jesus, ensinou-lhe o oficio de carpinteiro e foi um modelo de pai para Jesus. Quando ainda recém-nascido Jesus foi ameaçado pela fúria de Herodes (Mt 2,13-18) e São José pôs sua própria vida em risco para defende-lo, como nos mostra o evangelho,para fugir de Herodes,José toma Maria e o Menino Jesus, deixa tudo para trás foge para o Egito. Esta dedicação para com os filhos, também é o modelo para os pais cristãos. A educação "vem de berço" já diz o dito popular.Os pais são responsáveis pela educação dos filhos e sua formação, deve ser uma preocupação do pai saber como será o desenvolvimento religioso, intelectual e cultural de seus filhos. O Pai cristão tem também que ter em mente este principio: No caso de a família ser ameaçada, fazer todos os esforços para defende-la. Em alguns casos vemos homens que dão mais importância aos "churrascos de finais de semana com os amigos", as pescarias, aos campos de futebol do que com a família; vemos que alguns pais não se desligam da adolescência, passam o dia jogando vídeo game ou assistindo desenhos, quando deveriam estar ensinando os filhos os ensinamentos de sabedoria da vida e o temor de Deus. Vemos pais que mal conversam com seus filhos, pois, estão cansados demais ou ocupados demais com outras coisas. É um grande erro quando o pai não andam lado a lado com os filhos! Recentemente o Papa Francisco recomendou aos pais que eles "devem reservar um tempo para brincar com seus filhos."
    É de suma importância da conscientização do papel do homem como pai da família cristã, pois os muitos hoje não parece entender o sentido do matrimonio. O matrimônio é tão importante que o Apóstolo Paulo assemelha o matrimônio com o relacionamento que Cristo tem com a Igreja, dizendo:"Maridos amai vossas esposas como Cristo amou a Igreja, entregando-se por ela.(Ef 5,25)".Deste amor depende parte da nossa felicidade e da felicidade da família que nos é confiado. Se a fazemos felizes com estes exemplos e nos esforçamos para edificar nosso lar, então, toda nossa família será feliz de verdade, por outro lado, um pequeno ato de insensatez nosso, pode levar ao sofrimento da nossa família.Portanto, não podemos ignorar que Deus nos pedirá contas de nossa conduta em relação à vida familiar.Sendo assim, sejamos sóbrios enquanto a nossa vocação e nos empenhemos a cada dia em guardar nossas famílias a exemplo de São José, que cumpriu sua missão de uma forma tão eficaz sendo pai e marido, guarda e protetor da mais santa entre todas as famílias: A Sagrada família de Nazaré.
   Que Nossa Senhora, esposa de José, nos auxilie em todos os momento de nossa vida, dando-nos fortaleza e sabedoria para conduzir aqueles que nos são confiados.
     Paz e Bem.    
         
  William Mª Oliveira